Nossa História

A história do Obcom remete a uma longa trajetória de pesquisas sobre censura e liberdade de expressão cujo início remete ao ano 2001. Herdeiro do Arquivo Miroel Silveira, esse histórico está ligado ao resgate, em 1988, de mais de 6 mil documentos censórios do Departamento de Diversões Públicas do Estado de São Paulo.

Conheça alguns momentos dessa história em nossa linha do tempo:

2017 Arquivo Miroel Silveira da Escola de Comunicação e Artes da USP encerra suas atividades


Fechado para pesquisadores desde 1º de junho, o Arquivo Miroel Silveira, que abrigava mais de 6 mil processos de censura prévia do teatro de São Paulo, terá seu conteúdo recolhido. Através de convênio firmado entre a Escola de Comunicação e Artes e o Arquivo do Estado, os processos e as peças farão parte de projeto especial sobre a história da censura no Brasil que está sendo realizado pelo órgão. As obras e pareceres serão digitalizados e colocados a disposição para os pesquisadores via web.


Desde 2000, sendo objeto de estudos de pesquisadores de diversas áreas das Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, foi fonte para mais de 50 trabalhos entre teses de doutorado e dissertações de mestrado. O Arquivo Miroel Silveira também realizou diversos eventos, que colocavam em pauta a Liberdade de Expressão e a Censura, dando origem ao Núcleo de Apoio à Pesquisa Observatório de Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura da Universidade de São Paulo – OBCOM-USP.  Promoveu seminários, cursos e convênios nacionais e internacionais.


Pesquisas baseadas no conteúdo do Arquivo Miroel Silveira ainda estão em andamento e atividades acadêmicas estão sendo realizadas com diversas parcerias. É o caso do projeto Censura em Cena que, com parceria do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo, tem realizado periodicamente leituras dramáticas seguidas de discussão sobre peças vetadas pelo estado.


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Os processos de censura prévia sob custódia do Arquivo Miroel Silveira da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo farão parte do acervo oficial do Arquivo do Estado. 

2014 II Simpósio Internacional de Comunicação, Liberdade de expressão e Censura do OBCOM - USP

II Simpósio de Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura teve por objetivo não somente apresentar o resultado das pesquisas realizadas durante o segundo semestre de 2013, mas também dos trabalhos conjuntos com Portugal no âmbito do curso EaD Liberdade de Expressão em Debate. Assim, contará com a participação especial de pesquisadores do Centro de Investigação Media e Jornalismo associado à Universidade Nova de Lisboa.Com a coordenação da Profª Drª Maria Cristina Castilho Costa, o evento irá abordar o papel da interdição nas áreas da arte, educação, literatura e jornalismo. Não faltarão também os questionamentos mais recentes no âmbito da liberdade de expressão que envolvem a cena da mídia e seus poderes, as novas tecnologias, bem como o debate acerca do preconceito e da ação de minorias.

2013 Seminário Internacional Comunicação e Controle

De 15 a 18 de abril de 2013, a Escola de Comunicações e Artes da USP recebeu o Seminário Internacional Comunicação e Controle, promovido pelo Obcom. A proposta do evento foi abordar as várias formas de controle da cultura e da comunicação existentes hoje em diferentes países democráticos. 

Organizado em sete mesas de discussão, o seminário contou com a presença de professores estrangeiros vindos da Alemanha (Markus Wiemker), Austrália (Catherine Driscoll), Inglaterra (Athina Karatzogianni) e França (Marie-Hélène Bourcier). 

Entre os assuntos em foco, estiveram a classificação etária de produções culturais, o papel da mídia em relação a questões de gênero e sexualidade e o impacto político do desenvolvimento digital. 

A coordenação do evento foi da Profa. Dra. Mayra Rodrigues Gomes.

2012 Criação da Hemeroteca Digital Miroel Silveira

Em abril de 2012, começou a ser construída a Hemeroteca Digital Miroel Silveira, destinada a reunir notícias sobre liberdade de expressão publicadas em sites informativos e blogs. Sua criação foi o primeiro passo em direção à proposta do Obcom de monitorar casos de restrição à livre expressão na atualidade. 

Estagiários e bolsistas de iniciação científica organizados em três eixos de trabalho rastreiam, na web, publicações em português, inglês e espanhol sobre diferentes formas censórias. A partir dos textos coletados, é possível mapear as repercussões mundiais de casos de censura e a opinião pública a respeito desses fatos. 

As informações levantadas podem ser acessadas por meio de um banco de dados online. Ao mesmo tempo, o público interessado pode interagir com os pesquisadores e conhecer as publicações resultantes dos estudos realizados. 

A Hemeroteca Digital Miroel Silveira foi lançada em 24 de maio de 2012, quando possuía cerca de 250 arquivos sobre censura.

2012 Institucionalização do Obcom

Em meados de 2012, a Pró-Reitoria de Pesquisa da USP reconheceu o Observatório de Comunicação, Liberdade de Expressão e Censura (Obcom) como núcleo de apoio à pesquisa da universidade. 

Com sede na Escola de Comunicações e Artes da USP, o Obcom tem como proposta o estudo da liberdade de expressão e da censura nas artes e nos meios de comunicação. Por meio da Hemeroteca Digital Miroel Silveira, os pesquisadores monitoram casos de restrição à livre expressão na atualidade, reunindo notícias, documentos e publicações. 

Entre os objetivos do Obcom, está também a consolidação de uma rede colaborativa entre departamentos e unidades da USP, a fim de promover o compartilhamento de pesquisas, a troca regular de reflexões e a promoção de debates. 

2012 Reconhecimento de grupo de pesquisa na Intercom

Em 2012, a Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) incluiu, entre seus grupos de pesquisa, um novo GP sobre Comunicação, Mídias e Liberdade de Expressão. 

Inserido na divisão temática Estudos Interdisciplinares da Comunicação, o grupo de pesquisa é coordenado pela Profa. Dra. Maria Cristina Castilho Costa. Seu foco abrange pesquisas sobre a liberdade de expressão e a censura às artes e aos meios de comunicação, sob o ponto de vista histórico ou da análise da atualidade. 

Em sua primeira edição, durante o congresso de 2012 da Intercom, o GP contou com 22 trabalhos aprovados para apresentação. Os artigos foram publicados nos Anais do evento e também em livro, lançado durante o congresso Intercom de 2013. 

2012 Seminário A Censura em Debate

O seminário A Censura em Debate, realizado em outubro de 2012 pelo Núcleo de Pesquisa em Comunicação e Censura, trouxe a censura à discussão sob uma perspectiva contemporânea.

Para isso, o evento contou com a participação de representantes de diversos setores da sociedade. Abordando essa nova conjuntura, os debates procuraram estabelecer relações entre os processos típicos dos governos ditatoriais e os recursos atuais de controle e cerceamento expressão.

Com coordenação da Profa. Dra. Maria Cristina Castilho Costa, o seminário foi sediado no Centro Cultural José Marques de Melo, da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom).


2011 Projeto Vídeo Box

Elaborado pelo Núcleo de Pesquisa em Comunicação e Censura (NPCC), o projeto nasceu com o objeto de captar depoimentos em vídeo sobre as temáticas da censura e liberdade de expressão. Em 2011, durante o 1º Congresso Mundial de Comunicação Ibero-Americana, sediado na Escola de Comunicações e Artes da USP, uma cabine isolada acusticamente – a “video box” – foi instalada próxima à entrada do prédio.

Os participantes do evento eram então convidados a entrar na cabine. Lá, sob o foco de uma câmera, respondiam a questões previamente preparadas. Coordenado pelo Prof. Me.

César Bargo Perez e orientação geral da Profa. Dra. Maria Cristina Castilho Costa, o projeto Vídeo Box vincula-se à pesquisa de Videoentrevistas conduzida no âmbito do NPCC.Em 2012, a experiência da vídeo box foi realizada mais uma vez: instalada na Universidade de Fortaleza (Unifor), a cabine foi usada para captar depoimentos de participantes do congresso nacional promovido pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom). Na ocasião, foram gravados mais de cinquenta depoimentos.

2011 Seminário Travessias: o modernismo luso-brasileiro entre liberdades e interdições

Em setembro de 2011, o Núcleo de Pesquisa em Comunicação e Censura (NPCC) realizou, na Escola de Comunicações e Artes da USP, o seminário Travessias: o modernismo luso-brasileiro entre liberdades e interdições.

Coordenado pela Profa. Dra. Maria Cristina Castilho Costa, o evento promoveu palestras e discussões em torno de novas formas de se pensar as relações entre Brasil e Portugal. Àquela altura, as pesquisas junto ao Arquivo Miroel Silveira já haviam revelado uma grande proximidade entre os processos de censura brasileiros e portugueses.

Foram realizadas quatro mesas de discussão distribuídas ao longo de três dias. A programação do seminário possibilitou o contato entre pesquisadores do Brasil e de Portugal que se dedicam ao estudo sobre as trocas políticas e culturais entre os dois países.


2010 Seminário Internacional Comunicação e Censura

O evento, realizado pelo Núcleo de Pesquisa em Comunicação e Censura (NPCC) em agosto de 2010, discutiu censura, liberdade de expressão e comunicação, levando em conta diferentes mídias e contextos históricos. 

Com coordenação da Profa. Dra. Maria Cristina Castilho Costa, o seminário buscou divulgar as pesquisas desenvolvidas no NPCC e fomentar o intercâmbio de conhecimento entre pesquisadores e intelectuais. 

Foram realizadas três mesas de discussão. Cada uma tratou de diferentes meios de comunicação e expressões artísticas. Temas polêmicos – como a censura da época das ditaduras e aquela presente nos dias de hoje, a censura ao jornalismo e a relação da sociedade e da comunicação com a censura – foram abordados por pesquisadores que se dedicam à investigação sobre esses assuntos. 

2009 Formação do Grupo de Pesquisa do Arquivo Miroel Silveira

Em reconhecimento às pesquisas que vinham sendo desenvolvidas sobre o Arquivo Miroel Silveira, a Comissão de Pesquisa da Escola de Comunicações e Artes da USP registrou, em 2009, o Grupo de Pesquisa do Arquivo Miroel Silveira (GPAMS). 

O GPAMS apoia, juntamente com os projetos temáticos financiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), a realização de diversos eventos nacionais e internacionais, além de promover o intercâmbio entre pesquisadores para discutir a ação da censura. 

Fazem parte do grupo pesquisadores em diversos níveis de formação, de bolsistas de iniciação científica a pós-doutorandos. A coordenação é da Profa. Dra. Maria Cristina Castilho Costa, com vice-coordenação das Profas. Dras. Mayra Rodrigues Gomes e Roseli Aparecida Fígaro Paulino.

2009 Fundação do Núcleo de Pesquisa em Comunicação e Censura

No final do ano de 2009, foi aprovada a fundação do Núcleo de Pesquisa em Comunicação e Censura (NPCC) da Escola de Comunicações e Artes da USP.

O NPCC nasce com a proposta de dar continuar e expandir os estudos sobre processos de censura prévia a peças teatrais no estado de São Paulo que vinham sendo realizados pelo Grupo de Pesquisa do Arquivo Miroel Silveira (GPAMS).

Além disso, a criação do Núcleo visava a preservar a documentação original do Arquivo Miroel Silveira e consolidar um programa de pesquisa em Comunicação e Censura. A coordenação é da Profa. Dra. Maria Cristina Castilho Costa.

2009 Início do projeto temático “Comunicação e Censura”

O terceiro projeto temático apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) em torno do Arquivo Miroel Silveira teve início em 2009. 

Analisando os reflexos da censura em diversos âmbitos da sociedade, o projeto deu sequência às pesquisas anteriores e à preservação do acervo do Arquivo Miroel Silveira. Ao mesmo tempo, os pesquisadores começaram a investigar também as formas de censura existentes nos dias de hoje. 

O projeto teve coordenação da Profa. Dra. Maria Cristina Castilho Costa e foi concluído em 2013. Sua estrutura era baseada em três eixos de pesquisa: um coordenado pela própria Profa. Dra. Maria Cristina Castilho Costa e outros dois coordenados pelas Profas. Dras. Mayra Rodrigues Gomes e Roseli Fígaro Paulino. 


2008 Seminário 1968: Liberdade e Repressão

Realizado em 2008 – quarenta anos após o Ato Institucional N.º 5 ser decretado durante o governo do militar Artur Costa e Silva –, o seminário discutiu a herança deixada pela geração de 1968. 

O evento contou com palestras, mesas de discussão, lançamento de livros e encenações teatrais. Com a presença de pesquisadores, críticos e artistas, o seminário teve como objetivo divulgar e debater os resultados das pesquisas realizadas até então em torno do Arquivo Miroel Silveira. 

O evento foi promovido pelo Projeto Temático A cena paulista: um estudo da produção cultural de São Paulo, de 1930 a 1970 a partir do Arquivo Miroel Silveira, apoiado pela Fapesp.

2008 Seminário Luso-Brasileiro: Censura, Ditadura e Democracia

Em 2008, o seminário Luso-Brasileiro: Censura, Ditadura e Democracia nasceu como fruto da colaboração da equipe de pesquisadores do Arquivo Miroel Silveira com o Centro de Investigação Media e Jornalismo (CIMJ) da Universidade Nova de Lisboa. O evento ocorreu na Fundação Mário Soares, em Lisboa. 

O seminário discutiu os silêncios produzidos pelos aparatos censórios de governos ditatoriais como os de Getúlio Vargas e Salazar. Além disso, teve como objetivo divulgar pesquisas realizadas em Portugal a partir dos Arquivos da Censura, localizados no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, no Arquivo do Museu do Teatro e no Arquivo da Fundação Mário Soares. 

O evento retomava as trocas entre Brasil e Portugal já firmadas dois anos antes por ocasião do seminário Censura em Cena, realizado na Universidade de São Paulo pelo projeto temático A cena paulista: um estudo da produção cultural de São Paulo de 1930 a 1970, coordenado pela Profa. Dra. Maria Cristina Castilho Costa.


2006 Seminário internacional A Censura em Cena: interdição e produção artístico-cultural

Realizado em outubro de 2006, o seminário apresentou e discutiu os primeiros resultados das pesquisas realizadas em torno do Arquivo Miroel Silveira. 

Com a presença de pesquisadores brasileiros e de outros países, as mesas de discussão trataram da censura às artes no Brasil e em Portugal. Entre os tópicos abordados, estavam as relações entre a censura e a produção artística e as motivações e mecanismos censórios, além da apresentação de depoimentos daqueles que sofreram os efeitos censórios. 

Promovido pelo Projeto Temático apoiado pela Fapesp A cena paulista: um estudo da produção cultural de São Paulo de 1930 a 1970, o seminário teve coordenação da Profa. Dra. Maria Cristina Castilho Costa.

2005 Início do projeto temático “A cena Paulista”

Em 2005, um novo projeto temático com financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) organizou-se em torno do Arquivo Miroel Silveira. Nessa fase, as investigações voltaram-se à análise dos processos e das repercussões da censura sobre a produção artística.

Os documentos do Arquivo Miroel Silveira mostraram que a ação censória ao teatro gerava formas de submissão dos artistas aos interesses do Estado. Ao mesmo tempo, concluiu-se que setores da sociedade civil eram coniventes com os órgãos de censura.

Coordenado pela Profa. Dra. Maria Cristina Castilho Costa, o projeto temático A cena paulista: um estudo da produção cultural de São Paulo de 1930 a 1970 estendeu-se até o ano de 2009. Sua estrutura era baseada em quatro eixos de pesquisa, dos quais dois eram coordenados pelas Profas. Dras. Mayra Rodrigues Gomes e Roseli Fígaro Paulino.

2002 Início do projeto temático "A Censura em Cena"

Em 2002, teve início o primeiro projeto temático com foco no Arquivo Miroel Silveira, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

O projeto destinava-se à organização das informações presentes nos processos de censura do arquivo. Para isso, os pesquisadores desenvolveram uma base de dados e criaram um modelo para a catalogação dos documentos censórios.

Por meio da análise dos documentos, foi possível identificar alguns dos critérios que orientavam a ação dos censores. Com duração de dois anos e meio, o projeto temático Arquivo Miroel Silveira: a censura em cena foi coordenado pela Profa. Dra. Maria Cristina Castilho Costa.

2001 Início das pesquisas sobre o Arquivo Miroel Silveira

Quando assumiu a presidência da Comissão de Biblioteca da Escola de Comunicações e Artes da USP, em 2001, a Profa. Dra. Maria Cristina Castilho Costa entrou em contato com os documentos do Arquivo Miroel Silveira. 

Como socióloga da arte, ela encontrou naqueles documentos o material necessário ao começo de uma pesquisa de relevância. Foi nesse ano que a professora deu início às pesquisas sobre o Arquivo – conduzidas, inicialmente, em caráter individual e, posteriormente, a partir de um grupo de pesquisadores. 

Os documentos foram higienizados, tratados para sua melhor preservação e começaram a ser organizados. As primeiras atividades de pesquisa incluíam também a catalogação dos processos de censura e a criação de um banco de dados para armazenar essas informações. 

Desde seus primeiros momentos, as pesquisas sobre o Arquivo Miroel Silveira contaram com o apoio financeiro do CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), além de bolsas e verbas da CESA (Sociedade Científica de Estudos da Arte) e da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP. 

1988 Resgate dos arquivos de censura

Quando a censura oficial foi abolida no ano de 1988, Miroel Silveira foi até o Departamento de Diversões Públicas do Estado de São Paulo para saber o que seria feito com os arquivos de quatro décadas de peças censuradas. Tratava-se de uma coleção de 6.137 processos de censura prévia ao teatro paulista, emitidos entre os anos 1930 e 1970. 

Miroel Silveira era professor da Escola de Comunicações e Artes da USP e um homem de teatro. Conhecia o arquivo porque ele mesmo havia submetido diversas peças à Censura e, também, porque havia utilizado os documentos censórios como fonte de informação em sua pesquisa de doutorado. 

Ao chegar ao Departamento de Diversões Públicas, Miroel Silveira encontrou os volumes contendo os processos espalhados pelo chão. Ao descobrir que estavam destinados a virar cinzas, ele levou os documentos para sua sala na USP. 

Pouco tempo depois, Miroel Silveira faleceu. O arquivo que levaria seu nome, no entanto, permaneceu sob a guarda da Escola de Comunicações e Artes da USP.

1988 O Arquivo sob a guarda da Biblioteca da ECA / USP

Até a morte de Miroel Silveira, em 1988, o acervo que levaria seu nome permaneceu guardado em sua sala na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo. Depois disso, os arquivos passaram à guarda da Biblioteca da ECA/USP. 

Até o ano 2000, no entanto, o acervo não recebeu qualquer tipo de tratamento que o disponibilizasse à consulta.